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Museu Marítimo

É verdade que a História de Macau está íntimamente ligada ao mar, pelo que não poderia haver local melhor para o Museu Marítimo do que o Largo do Pagode da Barra, onde é venerada a deusa taoísta "A-MÁ" protectora dos pescadores, e onde, segundo a tradição, os primeiros portugueses terão aportado. O lugar chamava-se na altura "A MA Gao" (porto de A-MÁ) - de onde derivou o nome de Macau - e é precisamente aqui que hoje está o Museu Marítimo, cujo edifício lembra de forma estilizada um barco veleiro ancorado nas águas do Porto Interior.

No rés-do-chão retratam-se as tradições e o modo de vida dos pescadores de Macau e do Sul da China: várias embarcações usadas, vários instrumentos e formas de pescar, diversas espécies de peixes e mariscos próprios destas águas, e também, uma réplica de uma casa de pescadores, onde toda a família reparte tarefas que preparam ou que se seguem à faina piscatória.

De realçar ainda o chamado "Teatrinho de A-MÁ" que, de forma animada, reconta em português, cantonense, mandarim e inglês a lenda da Deusa.

Subindo ao mezanino, encontrará o visitante um conjunto muito interessante de 14 réplicas de embarcações tradicionais portuguesas com explicações sobre a sua origem e funções que desempenham, e ainda, belíssimos modelos dos Navios-Escola da armada portuguesa, a Sagres e o Crioula.

Todo o primeiro piso é consagrado às Grandes Viagens das Descobertas, com especial realce para a História Marítima de Portugal e da China, pois que foi o mar que aproximou estes dois povos e civilizações. Mostram-se de forma interactiva as viagens do Almirante Cheng He, que durante a dinastia Ming (séc.XV) reconheceu por via marítima a Índia, a Arábia e chegou à costa oriental da África, e as rotas dos Descobrimentos Portugueses dos séculos XV e XVI. Podem ser admiradas réplicas de caravelas, naus (em especial a Nau do Trato usada no comércio entre Goa-Macau-Japão) e de juncos chineses, bem como exemplares dos produtos comerciados por essas embarcações nesse período: chá, especiarias...

O segundo piso é dedicado à Tecnologia Marítima e aos Transportes ilustrando como Macau tem estado ligado ao mar. Podem ser vistos utensílios tradicionais a par de modelos das mais modernas embarcações como por exemplo os jetfoils que hoje ligam Macau a Hong Kong. De realçar o monitor que dá a conhecer os pormenores do clima de Macau, especialmente interessante durante a época dos Tufões, pois que aqui se pode verificar a sua evolução. Além disso, neste piso existe uma abóbada celeste representando o hemisfério norte, onde é possível ver a importância das estrelas na navegação astronómica. O próprio visitante pode, através duma acção interactiva, encontrar as diversas constelações, incluindo a do seu próprio signo.

No caminho da saída os visitantes passam por uma galeria de aquários onde se pretende que conheçam o leito de um rio, as águas de um porto, um recife de corais e, por fim, o fundo do mar onde se encontram os despojos de um navio há muito naufragado.

Já no exterior encontram-se em tamanho real várias peças, donde se destaca um Barco-Dragão semelhante aos usados nas festividades do "Tun Ng".